Mercado Financeiro Tem Dia De Euforia: Dólar Recua E Bolsa Fecha Semestre Em Alta De 15%

O mercado financeiro brasileiro teve um início de semana de forte otimismo nesta segunda-feira (30), impulsionado por fatores externos e pela percepção positiva sobre o mercado de trabalho no país. O dólar registrou a menor cotação em mais de nove meses, enquanto a bolsa de valores fechou em alta expressiva, consolidando um primeiro semestre marcado pela valorização.

O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,435, com queda de 0,88% (R$ 0,05), no menor valor desde 19 de setembro de 2023. A moeda norte-americana operou em queda durante toda a sessão, chegando a R$ 5,42 na reta final do pregão. No entanto, o movimento de compra por parte de investidores aproveitando o câmbio mais baixo provocou leve correção nos minutos finais.

Somente em junho, o dólar acumulou queda de 4,99%, o melhor desempenho mensal desde janeiro, quando recuou 5,56%. No acumulado do semestre, a desvalorização da moeda em relação ao real chega a 13,51%.

Na bolsa de valores, o clima também foi de entusiasmo. O Ibovespa, principal índice da B3, subiu 1,45% e fechou aos 138.855 pontos. No mês, o índice teve alta de 1,33% e, no semestre, acumula valorização de 15,44%.

O movimento de alta foi influenciado por uma combinação de fatores. No cenário internacional, a retirada de uma taxa sobre empresas de tecnologia dos Estados Unidos por parte do Canadá aliviou tensões comerciais. A medida reduziu o risco de retaliações do governo norte-americano, que havia ameaçado suspender negociações com o país vizinho. As bolsas dos EUA também operaram em níveis recordes, com o melhor trimestre em mais de um ano, e a queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano incentivou a migração de capitais para mercados emergentes.

No plano doméstico, o mercado reagiu positivamente à criação de 148,9 mil empregos com carteira assinada em maio. Embora abaixo das expectativas, o dado aumentou as apostas de que o Banco Central possa iniciar um novo ciclo de cortes na taxa básica de juros antes do previsto, o que anima os investidores e favorece o mercado acionário.