O Brasil confirmou os primeiros oito casos da variante XFG da covid-19, segundo informou o Ministério da Saúde. Foram registrados seis casos no Ceará e dois em São Paulo. De acordo com a pasta, nenhum dos pacientes evoluiu para quadro grave ou morreu.
A XFG é a mais recente das sete variantes sob monitoramento da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ela foi identificada no mundo pela primeira vez em 27 de janeiro e é fruto de uma recombinação entre duas linhagens anteriores: LF.7 e LP.8.1.2.
Em nota, o Ministério da Saúde ressaltou que mantém vigilância contínua sobre o vírus SARS-CoV-2 e reforçou que a vacinação segue como a principal medida de proteção contra casos graves e óbitos.
Segundo o infectologista Renato Grinbaum, da Sociedade Brasileira de Infectologia, o número elevado de mutações da XFG requer atenção, embora não haja evidências, até o momento, de que ela cause quadros mais severos.
“Existe a possibilidade, ainda que remota, de termos casos mais graves, mas não como os que tivemos em 2020”, afirmou o especialista.
Grinbaum destaca que o alerta em torno da nova cepa serve para conter sua disseminação e acompanhar possíveis mudanças no comportamento do vírus. A recomendação é que a população mantenha o esquema vacinal atualizado e adote cuidados básicos, especialmente em situações de aglomeração ou contato com grupos vulneráveis.































