O volume das atividades turísticas na Bahia cresceu 8,9% no primeiro trimestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho colocou o estado na quinta posição entre as unidades da federação, acima da média nacional, que registrou alta de 5,4%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS/IBGE) e integram o Boletim de Análise Conjuntural do Turismo na Bahia, divulgado nesta segunda-feira (14) pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), em parceria com a Secretaria do Turismo do Estado.
De acordo com o boletim, o fluxo de passageiros nos principais aeroportos da Bahia (Salvador, Porto Seguro, Ilhéus e Vitória da Conquista) aumentou 4% no trimestre, em comparação com o mesmo período de 2024. O crescimento foi puxado por Salvador (6,4%) e Porto Seguro (8,6%). Ao todo, aproximadamente 2,9 milhões de pessoas circularam pelos aeroportos baianos entre janeiro e março.
Nas rodovias pedagiadas, o tráfego também cresceu. Mais de 20 milhões de veículos passaram pelos pedágios no estado no primeiro trimestre, o que representa um aumento de 3,5% em relação ao mesmo período de 2024, incremento de cerca de 692 mil veículos.
A taxa média de ocupação dos meios de hospedagem em Salvador atingiu 70,3%, superando os 69% registrados no primeiro trimestre do ano anterior. Segundo a Secretaria do Turismo da Bahia (Setur-BA), esse é o terceiro melhor resultado para o período desde 2014, com aumento de 1,3 ponto percentual.
A arrecadação de ICMS proveniente de atividades relacionadas ao turismo ultrapassou R$ 1,5 bilhão no trimestre, com crescimento nominal de 20,5% frente ao ano anterior. Quase 72% das atividades analisadas contribuíram para esse avanço.
O setor foi impulsionado por eventos como o Carnaval de Salvador, festas populares e religiosas em diversas cidades do interior e pela movimentação provocada pelos cruzeiros marítimos da temporada 2024/2025.
A expectativa é de que o crescimento se mantenha no segundo trimestre, com impacto positivo dos festejos juninos e grandes eventos regionais. Segundo a sondagem empresarial da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a tendência é de aceleração do setor de serviços, com destaque para o turismo.




























