Justiça Mantém Prisão De Oruam, Que Vai Para Cela Coletiva

O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, teve sua prisão preventiva mantida pela Justiça após nova audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (4). A juíza Laura Noal Garcia, da Central de Custódia, considerou regular o ato prisional e o mandado que determinou sua detenção.

“O mandado de prisão está dentro do prazo de validade e a decisão que gerou sua expedição não foi revogada por instância recursal. Sendo regulares o ato prisional e o mandado de prisão no caso concreto e não havendo requerimentos de mérito, não há nada a prover”, declarou a magistrada.

A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) informou que Oruam será transferido para uma cela coletiva na Penitenciária Gabriel Ferreira de Castilho, o Bangu 3, onde ficam custodiados presos ligados à facção Comando Vermelho.

Prisão e denúncia

Oruam está preso desde o dia 22 de julho, após se entregar à Polícia Civil do Rio de Janeiro. No dia anterior, ele e amigos teriam arremessado pedras contra policiais civis que cumpriam um mandado de apreensão de um adolescente que estaria na casa do artista, no bairro do Joá, zona oeste da capital fluminense. O jovem conseguiu fugir.

No último dia 30, a Justiça do Rio aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou Oruam réu por tentativa de homicídio qualificado. Também foi denunciado Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira, apontado como cúmplice no ataque.

Segundo o MP, os suspeitos lançaram pedras de até 4,85 kg de uma altura de 4,5 metros contra os agentes. A ação foi interpretada como tentativa de homicídio.

Além disso, Oruam também responde por associação ao tráfico, tráfico de drogas, resistência à prisão, desacato, dano ao patrimônio, ameaça e lesão corporal. Durante a abordagem policial, ele teria dito ser filho de Marcinho VP, um dos principais líderes do Comando Vermelho — declaração que foi incluída na denúncia como tentativa de intimidação às autoridades.