O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se pronuncia após a divulgação de mensagens em que xinga o próprio pai, Jair Bolsonaro, reveladas em relatório da Polícia Federal (PF). O documento faz parte do inquérito autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que indiciou pai e filho por coação contra autoridades brasileiras.
As mensagens vieram à tona depois de Jair Bolsonaro classificar o filho como “imaturo” por críticas feitas ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Em resposta, Eduardo teria enviado xingamentos ao ex-presidente por meio do WhatsApp. “Eu ia deixar de lado a história do Tarcísio, mas graça aos elogios que vc fez a mim no Poder 360 estou pensando seriamente em dar mais uma porrada nele, pra ver se vc aprender [sic]. VTNC SEU INGRATO DO CARALH*!”, escreveu. “Me fudendo aqui! Vc ainda te ajuda a se fuder aí!”.
Eduardo disse que o vazamento das mensagens “causa espanto”, classificou como “amentável e vergonhoso”. E acredita que “o objetivo é evidente: não se trata de justiça, mas de provocar desgaste político”. Em nota, o parlamentar repudiou o tratamento dado pela Polícia Federal, veja na íntegra:
“Nota de Esclarecimento – Eduardo Bolsonaro
Tomei conhecimento, pela imprensa, do relatório divulgado pela Polícia Federal e considero importante esclarecer alguns pontos:
1. Minha atuação nos Estados Unidos jamais teve como objetivo interferir em qualquer processo em curso no Brasil. Sempre deixei claro que meu pleito é pelo restabelecimento das liberdades individuais no país, por meio da via legislativa, com foco no projeto de anistia que tramita no Congresso Nacional.
2. Causa espanto que a Polícia Federal (PF) aponte supostos partícipes de um crime absolutamente delirante, mas não identifique os autores. Se a tese da PF é de que haveria intenção de influenciar políticas de governo, o poder de decisão não estava em minhas mãos, mas sim em autoridades americanas, como o presidente Donald Trump, o Secretário Marco Rubio ou o Secretário do Tesouro Scott Bessent. Por que, então, a PF não os incluiu como autores? Omissão? Falta de coragem?
3. Vivo sob a jurisdição americana e, portanto, plenamente amparado pela Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que assegura não apenas a liberdade de expressão, mas também o direito de peticionar nossas demandas ao governo que rege a nossa jurisdição.
4. É lamentável e vergonhoso ver a Polícia Federal tratar como crime o vazamento de conversas privadas, absolutamente normais, entre pai e filho e seus aliados. O objetivo é evidente: não se trata de justiça, mas de provocar desgaste político.
5. Se o meu “crime” for lutar contra a ditadura brasileira, declaro-me culpado de antemão”.






























