Por Gabriela Encinas
Um levantamento do Instituto Fogo Cruzado aponta aumento significativo dos casos de feminicídio e tentativas de feminicídio por arma de fogo em 2025. Até a primeira quinzena de agosto, pelo menos 29 mulheres foram vítimas em 57 municípios acompanhados pelo estudo, representando um crescimento de 45% em relação ao mesmo período de 2024.
Do total de vítimas, 22 não sobreviveram, equivalente a 76% dos casos, enquanto sete conseguiram escapar dos disparos.
No ano anterior, das 20 mulheres baleadas, 12 morreram e oito ficaram feridas, o que evidencia uma elevação tanto no número de ataques quanto na letalidade.
O levantamento mostra que o maior número de incidentes ocorre em regiões metropolitanas.
- Recife lidera com 13 vítimas — oito mortas e cinco feridas;
- Seguido pelo Rio de Janeiro, que registrou 10 casos, sendo oito fatais.
- Na Grande Belém, registrou duas mortes em 2025. Em 2024, o número foi de uma ferida.
- Já em Salvador e região metropolitana, o total de vítimas passou de duas mortas e duas feridas, para quatro mulheres mortas.
O estudo destaca que o ambiente doméstico continua sendo o principal local dos crimes: 15 das 29 vítimas foram atingidas dentro de casa. Além disso, bares e locais públicos também aparecem como cenários de ataques, com cinco mulheres feridas nesses ambientes.
A maioria dos agressores são parceiros ou ex-companheiros, responsáveis por 86% dos casos. Entre eles, sete são agentes de segurança, apontando para a complexidade do problema e a necessidade de medidas efetivas de proteção às mulheres.
O Instituto Fogo Cruzado detalha os casos por município, mostrando que além de Recife e Rio de Janeiro, cidades como Jaboatão dos Guararapes, Camaçari, Duque de Caxias, Simões Filho e Belém também enfrentam aumento preocupante de feminicídios.
É vital para todas as mulheres que tenha políticas públicas mais rígidas, campanhas de conscientização para que não chegue a cenário de uma tentativa de feminicídio. É também primordial um apoio maior às vítimas para prevenir novos ataques, ou que elas não sejam mortas pelos companheiros.






























