Maurício Trindade Comenta Impasse Da LOUOS E Defende Calma Na CMS

O vereador de Salvador, Maurício Trindade (PP), participou da coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (16) na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), onde o deputado estadual Marcinho Oliveira oficializou sua saída do União Brasil e assumiu a presidência do Partido da Renovação Democrática (PRD-25) no estado.

Durante o evento, o parlamentar foi questionado pelo TakTá sobre a Lei de Ordenamento do Uso e da Ocupação do Solo (LOUOS) e defendeu que a análise seja feita com cautela. E explicou o que para ele é o impasse, entre crescer a cidade ou preservar as áreas verdes.

“No caso específico da LOUOS, só alguns pequenos projetos que realmente o de maior discórdia é o que chama do Vale Encantado aqui, uma área imensa na área da Paralela, que é uma área de crescimento da cidade, onde se no projeto passa-se uma avenida ali, então nós estamos discutindo muito […] As pessoas têm realmente o interesse de manter a salvo uma cidade verde, mas por outro lado você também tem o interesse de aumentar a mobilidade da cidade”, disse o vereador.

Mas em contra partida ele fala sobre interesse da construção e adequação: “Mas também o interesse que a cidade precisa construir, precisa aumentar a mobilidade, precisamos realmente pensar a cidade como um todo e não ficar um lado e o outro debatendo e discutindo, então com calma a gente vai analisar”. Trindade ainda lembrou sobre a recomendação do Ministério Público da Bahia (MP-BA), para suspender a votação e frisou que “então [por isso] estamos sem nenhuma pressa, vamos analisar com calma esse projeto”.

O TakTá também questionou o vereador sobre a declaração do presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz (PSDB), que havia criticado a recomendação do Ministério Público da Bahia (MP-BA) de suspender a tramitação do projeto. Muniz defendeu que houve audiências públicas sim e rebateu: “Na realidade, a recomendação do Ministério Público no que tange à Câmara Municipal de Salvador está totalmente enganada. Ele disse que não houve audiências públicas, e houve audiências públicas sim, tanto que houve duas audiências públicas. Eu presidi as duas, então não tem por quê dizer que não houve audiências públicas”.

Em resposta, Trindade reforçou que o Legislativo deve priorizar o debate e que não há motivo para pressa: “Se não for necessário, vamos debater, mas não temos nenhuma pressa e não temos uma quantidade, se foi debatido uma vez, duas, três, precisa ser debatido quatro, cinco, seis para perfeição ao projeto e para fazer o que é melhor para a nossa cidade, não tem nenhum problema, a Câmara e a sociedade debaterá quantas vezes for necessárias”.

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