Após internação em Brasília por crises de soluço, vômito e pressão baixa, Jair Bolsonaro recebeu alta nesta quarta-feira (17). Só então veio a confirmação do resultado de exames sobre as lesões de pele retiradas dias antes: duas delas apresentaram câncer.
O chefe da equipe cirúrgica, Claudio Birolini, explicou que o laudo apontou carcinoma de células escamosas “in situ” em duas das oito lesões analisadas. Elas estavam localizadas no tórax e em um dos braços do ex-presidente.
“Duas das lesões vieram positivas para o carcinoma de células escamosas, que não é nem o mais bonzinho e nem o mais agressivo, mas ainda assim é um câncer de pele”, afirmou o médico.
Birolini destacou que não há necessidade de tratamento adicional imediato. Segundo ele, as lesões já foram retiradas, mas a recomendação é de acompanhamento constante devido ao histórico de exposição ao sol sem proteção.
“O que ele vai ter que fazer é ser avaliado periodicamente para ver se outras lesões apresentam suspeitas. Não é caso de nenhum tratamento coadjuvante agora”, disse o cirurgião.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e foi condenado a 27 anos e 3 meses por envolvimento em uma trama golpista. Ele deverá apresentar atestado médico ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, no Supremo Tribunal Federal.































