Deputados Se Retratam E Admitem Erro Ao Votar A Favor Da PEC Da Blindagem

A votação da PEC da Blindagem, realizada na última terça-feira (16) na Câmara dos Deputados, continua gerando forte repercussão política e social. Após a aprovação do texto, que restringe investigações e prisões de parlamentares sem aval do Congresso, diversos deputados usaram as redes sociais para se retratar do voto favorável e anunciar arrependimento.

Entre os nomes, está o deputado Gabriel Nunes (PSD-BA) afirmou que pretende corrigir sua decisão em uma nova oportunidade de votação. “Quero deixar claro que, caso surja a oportunidade de reparar essas distorções aprovadas pela Câmara, votarei para corrigir o texto e retirar meu apoio inicial”, declarou, ressaltando que seu compromisso é com a transparência e os interesses da sociedade.

A deputada Silvye Alves (União-GO), que afirmou que deixará o partido após sofrer pressões políticas para apoiar a proposta.

Já o deputado Merlong Solano (PT-PI) justificou que seu voto teve como objetivo “ajudar a impedir o avanço da anistia e viabilizar a votação de pautas importantes para o povo brasileiro”, mas reconheceu que “esse esforço não surtiu efeito”.

O deputado Thiago de Joaldo (PP-SE) também assumiu o erro publicamente: “Errei ao votar favoravelmente à PEC da Blindagem. Vergonha é insistir no erro”, escreveu.

Já Pedro Campos (PSB-PE), irmão do prefeito de Recife, João Campos (PSB), gravou um vídeo para explicar sua posição.

Segundo levantamento da consultoria Bites, a PEC já ultrapassa 1,6 milhão de menções nas redes sociais, especialmente no X (antigo Twitter). A forte mobilização digital também repercute no Senado, onde cresce a pressão contrária à proposta, inclusive entre parlamentares da direita. O levantamento foi feito foi encomendado pelo jornal O GLOBO.

Se aprovada em definitivo, a PEC da Blindagem passará a exigir autorização do Congresso para investigações e prisões de deputados e senadores, além de estender foro privilegiado a presidentes nacionais de partidos com representação parlamentar, que seriam julgados diretamente pelo Supremo Tribunal Federal (STF).