A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nesta sexta-feira (24), a Operação AGRO II, por meio da 37ª Delegacia Territorial (DT/São Sebastião do Passé) e do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom). A ação resultou no cumprimento de um mandado de prisão, na apreensão de mais de 500 quilos de carne com indícios de origem clandestina e na interdição de dois estabelecimentos comerciais.
A operação teve como objetivo desarticular uma organização criminosa especializada em furto de gado (abigeato) e na venda de carne sem procedência. As equipes cumpriram medidas judiciais em diversos bairros de Salvador, incluindo Cajazeiras XI, Marechal Rondon, Nova Brasília, Plataforma, Lobato, Mata Escura, Paripe e Arenoso. Um dos investigados foi preso e apontado como integrante do grupo criminoso.
Durante as ações, a Vigilância Sanitária e a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB) apreenderam as carnes, que estavam armazenadas em condições precárias e sem comprovação de origem. O material será destruído para evitar riscos à saúde pública. Além disso, dois açougues em Cajazeiras foram interditados e um terceiro teve câmaras frigoríficas lacradas devido a irregularidades sanitárias e fiscais.
A operação contou com a participação de cerca de 100 profissionais, entre policiais civis, agentes da Vigilância Sanitária e da ADAB. O coordenador do Depom, delegado Edilson Magalhães, destacou a importância da ação conjunta: “A Operação AGRO II é fundamental. Não se trata apenas de roubo de gado, mas de um grave crime contra a saúde pública. Retiramos de circulação uma grande quantidade de carne sem qualquer controle, que colocava em risco a vida dos consumidores”, afirmou.
As investigações continuam, e outras prisões podem ocorrer nos próximos dias. Além das apreensões, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias dos investigados, como forma de descapitalizar o grupo e garantir o ressarcimento às vítimas. O delegado Marcos César da Silva, titular da 37ª DT de São Sebastião do Passé, fez um alerta: “O consumidor deve desconfiar de carnes com preço muito abaixo do mercado. Isso é sinal de produto ilegal, sem inspeção veterinária e que representa um grave risco à saúde e à segurança alimentar”.

































