O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) determinou, nesta quarta-feira (29), a interdição da área onde foram encontrados os restos mortais de mais de 100 mil pessoas escravizadas, em Salvador.
De acordo com o órgão, a medida tem como objetivo proteger o local, que deverá ser desocupado para permitir a continuidade das pesquisas arqueológicas e uma possível criação de um centro de memória sobre o tema. O espaço pode abrigar o maior cemitério de pessoas escravizadas da América Latina.
A área fica no estacionamento da Pupileira, pertencente à Santa Casa de Misericórdia, no centro da capital baiana. O local foi identificado durante uma pesquisa de doutorado da arquiteta e urbanista Silvana Olivieri, da Universidade Federal da Bahia (Ufba), no início deste ano.
Com base em mapas históricos e imagens de satélite atuais, a pesquisadora conseguiu confirmar a localização do antigo cemitério, usado durante os séculos XVIII e XIX para enterrar pessoas escravizadas.
O Portal Taktá entrou em contato com a Santa Casa de Misericórdia e aguardava retorno até a última atualização desta reportagem.































