Maioria Dos Deputados Baianos Vota A Favor De Restringir Aborto Legal Para Vítimas De Estupro

A Câmara dos Deputados aprovou, na noite de quarta-feira (5), o projeto que suspende a resolução de 2024 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), responsável por definir diretrizes para o atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. O texto agora segue para o Senado.

A norma do Conanda garantia que meninas estupradas fossem informadas sobre a possibilidade do aborto legal, além de permitir o procedimento sem necessidade de boletim de ocorrência, decisão judicial ou autorização dos responsáveis, nos casos em que houvesse suspeita de violência dentro da família. Também determinava que a recusa de profissionais de saúde baseada na descrença do relato da vítima configuraria conduta discriminatória.

O projeto que derruba a resolução foi apresentado pela deputada Chris Tonietto (PL-RJ) e teve 317 votos favoráveis e 111 contrários.

Entre os 39 deputados da Bahia, a maioria votou a favor da suspensão da resolução.

Votaram a favor (SIM)

  • Pastor Sargento Isidório (Avante)
  • Capitão Alden (PL)
  • Roberta Roma (PL)
  • Raimundo Costa (Podemos)
  • Claudio Cajado (PP)
  • João Leão (PP)
  • Mário Negromonte Jr. (PP)
  • Antonio Brito (PSD)
  • Charles Fernandes (PSD)
  • Diego Coronel (PSD)
  • Gabriel Nunes (PSD)
  • Otto Alencar Filho (PSD)
  • Paulo Magalhães (PSD)
  • Alex Santana (Republicanos)
  • Márcio Marinho (Republicanos)
  • Rogéria Santos (Republicanos)
  • Zé Silva (Solidariedade)
  • Leur Lomanto Júnior (União Brasil)
  • Paulo Azi (União Brasil)
  • Valmir Assunção (PT)

Votaram contra (NÃO)

  • Neto Carletto (Avante)
  • Alice Portugal (PCdoB)
  • Daniel Almeida (PCdoB)
  • Félix Mendonça Júnior (PDT)
  • Lídice da Mata (PSB)
  • Jorge Solla (PT)
  • Joseildo Ramos (PT)
  • Josias Gomes (PT)
  • Waldenor Pereira (PT)
  • Bacelar (PV)

Com a aprovação na Câmara, o texto segue para análise no Senado Federal, onde será decidido se o projeto que restringe o acesso ao aborto legal em casos de estupro infantil será mantido ou arquivado.

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