O impedimento semiautomático será adotado no futebol brasileiro a partir de 2026, em uma atualização do sistema do VAR que promete tornar mais ágil e preciso o julgamento de lances ajustados.
Como funciona o sistema
A tecnologia utiliza câmeras de alta velocidade instaladas ao redor do campo e sensores dentro da bola, que registram o momento exato do passe e a posição dos jogadores em tempo real. A partir desses dados, um software gera uma animação 3D indicando se o atacante estava à frente do penúltimo defensor.
O sistema calcula automaticamente a linha de impedimento, mas a decisão final continua sob responsabilidade do árbitro de vídeo, que valida o lance antes de comunicar o campo — daí o termo “semiautomático”.
Com isso, o tempo de checagem cai de minutos para poucos segundos, e a margem de erro é reduzida, já que o processo dispensa traçados manuais.
Implementação no Brasil
O anúncio foi feito nesta segunda-feira (10) pelo presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Rodrigo Cintra, durante a abertura do 1º Grupo de Trabalho de Arbitragem, no Rio de Janeiro. Segundo ele, o novo sistema será utilizado já na primeira rodada do Campeonato Brasileiro de 2026, marcada para 28 de janeiro.
A tecnologia será fornecida pela Genius Sports, empresa que também atua em competições organizadas pela Fifa e pela Ifab (International Football Association Board).
Padronização e desafios
Durante o evento, Cintra destacou a importância da inovação para garantir critérios mais uniformes entre os árbitros que atuam em diferentes regiões do país. Ele reconheceu que a extensão territorial e a intensidade do futebol brasileiro tornam esse processo desafiador, mas afirmou que a CBF está comprometida em elevar o nível de transparência e precisão da arbitragem nacional.































