O influenciador digital Iuri Abraão, conhecido como Iuri Sheik, volta ao centro das atenções após o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) anular, por unanimidade, o júri popular que o havia absolvido pela morte do empresário William de Oliveira, ocorrida durante o São João de 2019, em Santo Antônio de Jesus.
A decisão, tomada na terça-feira (9), determina que um novo julgamento seja marcado, com outro corpo de jurados. Na manhã desta quarta-feira (10) Iuri utilizou as redes sociais para contestar a anulação e afirmou que a medida “precisa ser investigada”.
O influenciador ainda admitiu novamente ter feito o disparo, mas justificou que agiu em legítima defesa. “Eu nunca menti dizendo que eu não matei. Matei, mas matei como homem”, afirmou.
“Se fosse pra defender a minha vida e a da minha família, eu faria de novo”, justificou o influenciador. Segundo Iuri, a arma usada no crime pertencia a William e teria sido tomada durante uma perseguição, quando — segundo sua versão — ele acreditou que seria morto e em momentos do vídeo pediu para que comparassem a ficha criminal dele a de William antes de tudo ocorrer em 2019.
Em tom de desabafo, Iuri disse que “não comprou Comarca nenhuma”, negou qualquer interferência no júri que o absolveu e declarou que acredita existir “algo por trás” da decisão de anulação tomada na terça.
Ele também afirmou que gostaria que a Polícia Federal investigasse o caso. “Mas não vão fazer isso, eu sei. Sou um homem preto, pobre, favelado, que não tem ninguém por mim”, declarou.
No vídeo publicado o influenciador também ironiza as suspeitas de que teria manipulado jurados no julgamento anulado. “Eu fui lá e enganei? Eu comprei alguém? Eu não tenho dinheiro pra isso”, afirmou. Ele declarou ainda que a suposta vida de luxo mostrada nas redes sociais “é fachada” e por isso nem poderia comprar ninguém de Santo Antônio de Jesus para que o inocentasse.
“Eu vendo a imagem de que tenho dinheiro, mas não sou rico. Nem dinheiro pra pagar ninguém eu tenho”, fala Sheik.
Ao longo do desabafo ele reforçou que comparecerá a um eventual novo julgamento e garantiu que comprovaria a inocência novamente. “Tem muita coisa por trás disso. Só queria que alguém grande investigasse, mas pobre não tem quem lute por ele”, diz.
Com a anulação do júri, o processo retorna ao Tribunal do Júri para nova apreciação das provas e definição de uma nova data para julgamento.

































