Moradores, comerciantes e visitantes de Morro de São Paulo se mobilizam contra o aumento da Tarifa por Uso do Patrimônio do Arquipélago (TUPA) e organizam um abaixo-assinado virtual para contestar os novos valores cobrados no destino turístico do Baixo Sul da Bahia.
A petição é encaminhada ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) e questiona o reajuste que eleva a taxa de R$ 50 para R$ 70, em vigor desde 20 de dezembro. O movimento ganha força diante da previsão de um novo aumento em curto intervalo de tempo.
O texto aprovado pela Câmara Municipal prevê ainda outro aumento em 1º de julho de 2026, quando o acesso a Morro subirá para R$ 90. A possibilidade de dois reajustes em apenas seis meses preocupa a população local, que teme redução no número de turistas e que isso cause impactos diretos na economia local.
Além das mudanças em Morro de São Paulo, a gestão municipal de Cairu anuncia a implementação da TUPA também em Boipeba, com cobrança de R$ 50 para visitantes.
Entre os principais argumentos apresentados no abaixo-assinado está a percepção de desequilíbrio entre a arrecadação obtida com a taxa e os investimentos visíveis na Ilha de Tinharé. O texto cita problemas estruturais, como píeres em más condições, ausência de lixeiras nas praias, falta de uma brigada local do Corpo de Bombeiros, carências no saneamento e abandono de comunidades periféricas, como Campinho, Mangaba e Gamboa.
Com mais de 100 assinaturas reunidas em curto período, os organizadores buscam sensibilizar o poder público e órgãos de fiscalização para a revisão dos valores. O grupo sustenta que a cobrança elevada pode tornar o destino menos acessível e comprometer a atividade turística, principal fonte de renda da região.






























