Caso Henry Borel: Tribunal do Júri ouve perito do Ministério Público

A sessão deste  dia do julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior e de Monique Medeiros, padrasto e mãe de Henry Borel, acusados da morte da criança, de 4 anos, começou pela manhã com o depoimento do perito do Ministério Público, Luís Carlos Leal Prestes.

O segundo a depor é o médico-legista Luís Ayrton Saavedra. Também está previsto para esta sexta-feira (29), o depoimento de Leniel Borel, pai de Henry,  hoje vereador na capital.

Das 27 testemunhas de acusação e defesa, apenas 10 foram ouvidas desde segunda-feira.

A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça informou que o julgamento não será interrompido no fim de semana.

Nesta quinta-feira, o julgamento foi marcado por relatos de violência envolvendo o ex-vereador. Ex-namoradas e seus filhos, atualmente maiores de 18 anos, disseram ter sofrido agressões. Uma delas pediu à juíza Elizabeth Machado Louro, que preside a sessão no 2º Tribunal do Júri, a retirada do ex-vereador do plenário durante o seu depoimento e apenas Monique permaneceu na sala.

Também ontem, o advogado Fabiano Tadeu Lopes, voltou a compor a banca de defesa de Jairinho. Dias antes do início do julgamento ele sofreu um infarto.

Segundo a denúncia, na madrugada de 8 de março de 2021, o ex-vereador, então padrasto de Henry Borel, causou as lesões que provocaram a morte da criança. Ainda de acordo com o Ministério Público, Monique Medeiros, na condição de mãe e responsável legal, se omitiu diante das agressões, contribuindo para a consumação do crime.

Jairinho responde por homicídio qualificado, tortura e coação no curso do processo. Já Monique responde por homicídio por omissão qualificado pelo motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, e também por coação no curso do processo.

 


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