O FMI destacou nesta quinta-feira a alta capacidade da economia brasileira de resistir a choques e se proteger dos efeitos da guerra entre Estados Unidos e Irã.
O relatório do Fundo Monetário Internacional prevê um crescimento de 2,4% este ano, mas uma desaceleração em 2027 por causa da taxa de juros alta.
No entanto, a implementação da reforma tributária pode recuperar o crescimento no médio prazo para 2,5%.
Sobre a inflação, o FMI estima que atinja 5,6% até o final de 2026, como efeito dos preços elevados do petróleo com o conflito no Oriente Médio.
Uma redução gradual para a meta de 3% aconteceria até o meio de 2028.
Apesar do impacto do petróleo, o Fundo afirmou que o Brasil está relativamente protegido por ser exportador do produto e ter uma grande parcela de fontes renováveis na produção de energia elétrica.
Os diretores do FMI reforçaram a necessidade de sustentabilidade fiscal — contas no positivo — para facilitar a redução da inflação.
Também sugeriram preservar as receitas extraordinárias do petróleo, além de flexibilizar e aumentar a eficiência das despesas, protegendo as políticas sociais. Isso é importante para reduzir a dívida pública e dar espaço a investimentos prioritários.
Em outro documento, este sobre o sistema financeiro nacional, o FMI apontou avanços, mas defendeu que o Banco Central precisa urgentemente de recursos adicionais e de autonomia orçamentária para reforçar a supervisão bancária.
A perda de recursos humanos reduziu a produtividade de análise e de inspeções in loco, apontou o relatório. O tema está em discussão no Congresso Nacional.
A entidade ainda destacou a importância do Pix para a inclusão e concorrência bancária.































