A Justiça da Bolívia emitiu nova ordem de prisão contra Evo Morales. O ex-presidente é acusado de “terrorismo” e “levantamento armado”, supostamente, ligados ao protesto de mais de 50 dias que bloqueou estradas em maio e junho deste ano.
A nova ordem vem de uma denúncia apresentada pelo Comitê Cívico de Santa Cruz. O fiscal responsável fundamentou a decisão de detenção, pelo “perigo de fuga” e “risco de obstrução” da justiça.
O procurador-geral do Estado, Roger Mariaca, confirmou a informação em coletiva de imprensa nessa quarta-feira (29).
O ex-presidente da Bolívia, 66 anos, enfrenta outras acusações, como de estupro de vulnerável e tráfico de pessoas.
Evo Morales escreveu em uma rede social que as ordens de prisão são uma tentativa de criminalizar movimentos sociais e desviar a atenção da crise econômica, da falta de combustível, alto custo de vida, e casos de contrabando de ouro e narcotráfico.
Presidente três vezes, entre 2006 e 2019, Morales também criticou a prisão recente de aliados, como do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Freddy Mamani, também ligada aos protestos que bloquearam as estradas.






























