A inteligência artificial é usada por muitos como uma confidente para desabafos, como um amigo que escuta os problemas e traz soluções. Às vezes, ela assume até mesmo o papel de terapeuta.
Porém, de acordo com o posicionamento dos profissionais da área da saúde, isso é extremamente problemático, uma vez que a IA não tem empatia real e nem ética profissional, além de ter uma tendência a concordar com o usuário para mantê-lo engajado.
A neuropicóloga Juliana Gebrim se aprofunda no assunto: “Não existe, hoje dia, nenhum tipo de manejo que substitua a relação terapêutica, dentro de um set terapêutico, junto a um psicólogo, a um psiquiatra”.
De acordo com pesquisa da Mind Health Report, o país é um dos líderes globais no uso de IA para a saúde mental. Nada menos que 70% dos brasileiros declaram utilizar ferramentas de inteligência artificial para gerenciar questões psicossociais.
Eduardo Rocha, neurocientista especialista em IA, explica que as IAs se adaptam muito rápido à personalidade das pessoas.
“Você começa a ter uma aderência muito grande entre essa pessoa, que talvez esteja colocando esse conteúdo porque ela está precisando de um acolhimento, de um conselho, de uma solução, de uma diretividade, mas ela está influenciando direta e indiretamente pelo seu próprio conteúdo quem ela é e como ela gostaria que fosse. Isso é um perigo.”
Segundo relatório aproximadamente 27% dos brasileiros recorrem regularmente a alguma ferramenta de inteligência artificial para diferentes demandas relacionadas à saúde mental. O levantamento porém traz um alerta: 40% dos usuários brasileiros de IA dizem confiar mais nas plataformas tecnológicas do que em profissionais na hora de buscar aconselhamento.































