Seis dos 12 produtos que compõem a cesta básica de Salvador ficaram mais caros em agosto, com destaque para o leite integral, que teve alta de 3,91%, e a manteiga, que subiu 2,29%. Também registraram aumento a farinha de mandioca (1,99%), o açúcar cristal (1,69%), o óleo de soja (0,86%) e o arroz agulhinha (0,75%).
Apesar da pressão sobre parte dos alimentos, o valor total da cesta básica recuou 3,30% na comparação com julho e fechou agosto em R$ 628,89. A queda foi puxada principalmente pelo tomate, que ficou 23,05% mais barato no mês. Também houve redução nos preços do feijão carioca (-7,12%), banana (-3,32%), café em pó (-2,11%), pão francês (-1,69%) e carne bovina de primeira (-0,04%).
Mesmo com a redução mensal, os preços continuam acima dos registrados no ano passado. Entre agosto de 2025 e agosto de 2026, a cesta básica acumula alta de 2,05%. No acumulado de 2026, o avanço chega a 3,52%.
Feijão aparece como maior vilão
Na comparação dos últimos 12 meses, o feijão carioca aparece como o principal responsável pela pressão sobre o custo da alimentação. O produto acumulou alta de 48,52% entre agosto de 2025 e agosto de 2026.
O leite integral teve a segunda maior alta, de 19,67%, seguido pela carne bovina de primeira, que ficou 12,64% mais cara. Também subiram o pão francês (4,39%) e a farinha de mandioca (3,01%). Por outro lado, sete produtos apresentaram queda no período. O tomate teve a maior redução, de 24,73%, seguido pelo café em pó (-15,76%), açúcar cristal (-14,25%), banana (-10,46%), manteiga (-9,56%), arroz agulhinha (-9,43%) e óleo de soja (-2,84%).
Para comprar a cesta básica em agosto, o trabalhador de Salvador remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.621,00 precisou trabalhar 85 horas e 21 minutos. Em julho, eram necessárias 88 horas e 16 minutos. Na comparação com agosto de 2025, quando o salário mínimo era de R$ 1.518,00, houve redução no tempo necessário para a compra da cesta, que naquele mês correspondia a 89 horas e 19 minutos de trabalho.
Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, a cesta comprometeu 41,94% da renda do trabalhador em agosto. Em julho, o percentual era de 43,37%. Em agosto do ano passado, chegava a 43,89%.
Alta
No acumulado entre dezembro de 2025 e agosto de 2026, quatro produtos registraram aumento. O feijão carioca também lidera nesse recorte, com alta de 44,25%, seguido pelo leite integral (20,21%), carne bovina de primeira (6,60%) e pão francês (2,80%).
Entre os produtos que ficaram mais baratos no ano estão o café em pó (-13,70%), óleo de soja (-10,27%), banana (-8,89%), açúcar cristal (-7,20%), tomate (-4,72%), arroz agulhinha (-4,27%), manteiga (-4,06%) e farinha de mandioca (-0,55%).































