VÍDEO: Pessoa Desapareceu? Veja O Que Fazer E Por Que Não é Preciso Esperar 24 Horas

Por Alê Risutti*

Você sabia que não é preciso esperar 24 horas para registrar o desaparecimento de uma pessoa? Um caso recente mostra como a rapidez no registro pode contribuir para a localização.

Um homem de 33 anos, morador de Andaraí, na Chapada Diamantina, que estava desaparecido havia 15 dias, foi localizado em Salvador após ser identificado por uma das câmeras do Sistema de Reconhecimento Facial da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA). As informações sobre o caso foram divulgadas pela SSP-BA nesta quinta-feira (20).

O protocolo para auxiliar na localização de pessoas desaparecidas por meio do reconhecimento facial foi implementado em 2024. Desde então, segundo a SSP-BA, 77 pessoas já foram localizadas com o auxílio da tecnologia, sendo 47 somente em 2026.

A equipe do Taktá conversou com o tenente-coronel Amilton, diretor administrativo e financeiro e superintendente em exercício da Superintendência de Telecomunicações (STELECOM) da SSP-BA (no momento da entrevista), que destacou o impacto da ferramenta para as famílias.

“O impacto é importantíssimo, uma vez que ter um ente desaparecido traz uma comoção e um sofrimento muito grandes para as famílias.”

Segundo Amilton, a tecnologia é mais uma ferramenta disponibilizada pela SSP para auxiliar na localização de pessoas que tenham o desaparecimento registrado nas delegacias territoriais ou, em Salvador, na Delegacia de Proteção à Pessoa (DPP).

Como funciona o reconhecimento facial

O superintendente em exercício também reforçou a importância de fornecer, no momento do registro, uma fotografia atualizada da pessoa desaparecida, além de informações como características físicas e as roupas utilizadas no dia do desaparecimento.

Esses dados são encaminhados para o banco de dados da STELECOM e utilizados pelo sistema.

“Nós municiamos o nosso sistema e, a partir daí, a foto do desaparecido estará em todo o sistema, disponibilizado nas quase 800 câmeras que temos na capital e no interior do estado. À medida que essa pessoa for localizada ou passar por uma de nossas câmeras, automaticamente sobe o alerta.”

Esse tipo de alerta foi emitido no caso do homem de 33 anos, morador de Andaraí e encontrado em Salvador. O Sistema de Reconhecimento Facial possibilitou que uma guarnição da Operação COSE da Polícia Militar fosse acionada e auxiliasse na localização. Após ser encontrado, o homem foi encaminhado à unidade policial.

De acordo com a SSP-BA, a orientação é que, quando uma pessoa desaparecida for encontrada, a família retorne à unidade responsável pelo registro para que a ocorrência seja atualizada e encerrada.

Familiares podem fornecer DNA para auxiliar nas buscas

Além do reconhecimento facial, a coleta de DNA de familiares é outra ferramenta utilizada para auxiliar na busca e identificação de pessoas desaparecidas.

Na Bahia, o procedimento é realizado pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) ao longo de todo o ano, não ficando restrito às campanhas nacionais. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), não há prazo limite para fornecer a amostra, mas é necessário que o desaparecimento tenha sido registrado por meio de Boletim de Ocorrência.

A coleta é gratuita, rápida e realizada, geralmente, com um cotonete passado na parte interna da bochecha.

O material coletado permite a criação de um perfil genético, que pode ser comparado com os perfis de pessoas encontradas vivas ou falecidas cuja identidade seja desconhecida. Os dados são cruzados com bancos de DNA estaduais e nacional, ampliando as possibilidades de identificação.

Em agosto de 2026, uma mobilização nacional reforçou esse trabalho em todo o país. Na Bahia, segundo a Polícia Civil, a ação resultou em 111 amostras de DNA coletadas e 89 registros de pessoas desaparecidas.

com supervisão da jornalista Cíntia Santos*

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