O rapper Oruam deixou de ser considerado foragido após a 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) conceder, por unanimidade, um habeas corpus e revogar a prisão preventiva que estava em vigor contra ele. Com a decisão, o artista poderá responder em liberdade ao processo que apura suposta lavagem de dinheiro ligada ao Comando Vermelho.
A decisão foi tomada nesta quarta-feira (23), durante sessão virtual, acompanhando o voto do relator, desembargador Marcius da Costa Ferreira. Oruam, nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, é réu no processo ao lado do pai, Márcio Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, e outros investigados. A investigação teve origem em apurações da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) sobre uma suposta estrutura de movimentação e ocultação de recursos.
A revogação da prisão não encerra a ação penal nem representa absolvição. O rapper deverá cumprir medidas cautelares determinadas pela Justiça, entre elas comparecimento mensal em juízo, restrição para deixar o estado por mais de 30 dias sem autorização e uso de tornozeleira eletrônica.
Oruam era considerado foragido desde fevereiro, quando teve a prisão preventiva decretada após descumprimentos de medidas cautelares relacionadas ao monitoramento eletrônico. Na ocasião, foram registradas falhas no funcionamento da tornozeleira. A partir da nova decisão, não há mais ordem de prisão preventiva em vigor contra o rapper.
Além do processo relacionado à suposta lavagem de dinheiro, Oruam responde a outras ações na Justiça do Rio de Janeiro, incluindo acusações de ameaça, dano qualificado, resistência, desacato e lesão corporal. Um processo relacionado a uma operação policial realizada em sua residência também teve parte da acusação de tentativa de homicídio encaminhada para uma vara criminal comum após a Justiça apontar falta de elementos suficientes para atribuir ao rapper o lançamento de uma pedra contra policiais.

































