Justiça Mantém Prisão Dos Dez Investigados Por Tortura Dentro Da Sede Da Bamor

A Justiça manteve, nesta terça-feira (29), as prisões preventivas dos dez investigados na operação que apura casos de tortura dentro da sede da Bamor, em Salvador. Os suspeitos passaram por audiência de custódia após serem presos na segunda-feira (28) e permanecerão custodiados.

Entre os presos estão o presidente da torcida organizada, Matheus Pires Castro, o vice-presidente, Luciano da Silva Venâncio, além de integrantes da diretoria e um soldado da Polícia Militar. Todos são investigados por possível participação nas agressões ocorridas dentro da sede da torcida.

A operação foi deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), com apoio das forças de segurança. Ao todo, foram cumpridos dez mandados de prisão e 15 de busca e apreensão.

Segundo as investigações, pelo menos duas pessoas teriam sido submetidas a agressões físicas e psicológicas dentro da sede da Bamor, em julho. As vítimas teriam sido pressionadas a confessar supostas irregularidades financeiras.

De acordo com o MP-BA, os episódios teriam durado horas e envolvido espancamentos, ameaças, simulação de afogamento, sufocamento e uso de objetos como tacos de beisebol e martelo. Além das suspeitas de tortura, a investigação apura possíveis crimes de roubo, extorsão, ameaça e associação criminosa.

Quem são os dez presos

  • Matheus Pires Castro — presidente da torcida organizada;
  • Luciano da Silva Venâncio — vice-presidente;
  • Gabriel Pereira Silva, conhecido como Bolinha — diretor-geral da Bamor;
  • Ricardo Henrique Almeida da Silva, conhecido como Kakaroto — diretor de marketing;
  • Ivã Cleiton de Jesus Santos — diretor de bateria;
  • Luiz Wagner da Silva Santana, conhecido como Waguinho — diretor de sede;
  • Daniel Sena Duarte, conhecido como Facada — diretor de sede;
  • Diego Allan Conceição Sacramento, conhecido como Pitombo — diretor de patrimônio;
  • Alan Rafael Regis Alves de Aquino — integrante da torcida;
  • Fernando Santana Esquivel — soldado da Polícia Militar e integrante da torcida.

Segundo o Ministério Público, os dez são investigados por possível participação nos episódios de tortura. A promotora Thelma Leal afirmou que os relatos das vítimas indicam a participação dos investigados nas agressões, em diferentes níveis.

Com a decisão tomada após as audiências de custódia, os dez investigados continuam presos preventivamente enquanto as investigações seguem.

Artigo anteriorSeguro rural: novas regras ampliam cobertura e proteção ao produtor
Próximo artigoTSE julga nesta quarta posts sobre Nossa Senhora Aparecida