Representantes do Brasil se reúnem com o representante comercial dos Estados Unidos, nesta quarta (30) e quinta-feira (1º), e podem voltar a debater o tarifaço norte-americano contra produtos brasileiros.
O encontro presencial acontece em Wisconsin, nos Estados Unidos, durante a reunião ministerial de Comércio e Investimentos do G20, grupo que reúne as maiores economias desenvolvidas e emergentes do mundo.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e o ministro das Relações Exteriores, embaixador Mauro Vieira, já participaram nessa terça-feira de reuniões de coordenação do encontro.
Márcio Elias Rosa e o representante comercial norte-americano, Jamieson Greer, conversaram remotamente um mês atrás para tratar do tarifaço imposto pelos EUA, desde julho.
Sobretaxas
Esta será a primeira reunião, frente à frente, que pode resultar na renegociação da sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, incluindo ferro, aço, açúcar, etanol, calçados, roupas e maquinários agrícolas, fundamentada na alegação de que o Brasil adotaria práticas contra agricultores, trabalhadores e exportadores dos EUA.
O tarifaço inclui uma taxa adicional de 12,5%, sob alegação que o Brasil não possui mecanismos suficientes para conter a importação de bens produzidos com trabalho forçado.
O Brasil tem negado todas essas acusações. A reabertura da negociação foi ajustada em conversa telefônica entre os presidentes Lula e Donald Trump.
A Reunião Ministerial do G20 também deve abordar temas multilaterais, como trabalho forçado nas cadeias globais, a denúncia do comércio de alimentos como arma geopolítica, e o princípio de Nação Mais Favorecida – ou seja, a ideia que os países devem tratar todos parceiros comerciais de forma igualitária.
O encontro técnico de comércio antecede a Cúpula de Líderes do G20, marcada para dezembro, em Miami.






























