O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou, nesta terça-feira (6), a nova atualização do Cadastro de Empregadores flagrados submetendo trabalhadores a condições análogas à escravidão, conhecido como “Lista Suja”.
Nesta edição, foram incluídos 82 novos nomes, uma queda de pouco mais de 51% em relação à atualização anterior. Desse total, 54 são pessoas físicas e 28 são empresas.
Os casos foram identificados por auditores-fiscais do trabalho entre 2024 e 2026 e estão espalhados por 21 estados brasileiros.
Minas Gerais lidera o número de ocorrências, com 19 registros.
A Bahia aparece em seguida, com oito casos.
Amazonas e Maranhão somam seis ocorrências cada.
As atividades econômicas com mais inclusões foram a criação de gado para corte, os serviços domésticos, a produção de carvão vegetal, o cultivo de café e a construção civil.
Segundo o levantamento, os novos registros envolvem 553 trabalhadores resgatados de situações consideradas análogas à escravidão.
O cadastro é atualizado a cada seis meses e tem como objetivo dar transparência às ações de fiscalização realizadas pelo Ministério do Trabalho no combate a esse tipo de exploração.
Após a inclusão, o nome do empregador permanece na lista por dois anos. Nesta atualização, 151 nomes foram retirados por já terem cumprido esse prazo.
O Ministério do Trabalho ressalta que a inclusão na “Lista Suja” só ocorre após a conclusão de processo administrativo, com garantia de ampla defesa e contraditório. A medida é respaldada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que reconheceu o cadastro como instrumento de transparência pública.
De acordo com o governo federal, desde 1995 mais de 70 mil trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão no país. As denúncias podem ser feitas de forma sigilosa por meio do Sistema Ipê, canal oficial para comunicar casos de trabalho escravo contemporâneo.






























