Quase metade das prisões realizadas com auxílio do reconhecimento facial na Bahia em 2026 envolveu pessoas com dívidas de pensão alimentícia. Entre janeiro e 15 de setembro, a tecnologia ajudou a localizar 870 pessoas com mandados de prisão civil por inadimplência, segundo a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA).
O número representa 47,1% das 1.847 prisões registradas com o uso do sistema no período. Desse total, 285 ocorreram durante grandes eventos, como Carnaval, festas de São João e partidas de futebol. Desde 2019, quando a tecnologia foi implantada no estado, foram contabilizadas 6.293 prisões, sendo 2.025 relacionadas a dívidas de pensão.
Atualmente, a Bahia conta com cerca de 1,2 mil câmeras de reconhecimento facial distribuídas em 81 municípios. O sistema utiliza dados do Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), mantido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Quem precisa cobrar pensão alimentícia pode buscar atendimento gratuito na Defensoria Pública da Bahia (DPE-BA), pelo telefone 129 ou pelo site oficial da instituição. Em Salvador, foram registradas 8.875 ações de alimentos e 1.202 execuções em 2025.
A prisão por dívida de pensão alimentícia tem natureza civil e busca pressionar o devedor a cumprir a obrigação judicial, não sendo uma condenação criminal. Mesmo após o pagamento, a liberação pode levar um ou dois dias, devido aos trâmites legais, segundo a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos da Bahia (SJDH).

































