Ministério Público é comunicado sobre fechamento de UPA municipal

A Secretaria Municipal de Saúde encaminhou para o Ministério Público Estadual um comunicado sobre o fechamento temporário da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro Mangabeira. No documento a SMS esclarece os motivos da decisão e ressalta que a demanda de pacientes está sendo distribuída para outras unidades.

A decisão quanto ao fechamento temporário foi motivada por uma série de fatores, tais como: necessidade de revitalização da unidade, queda da procura por atendimentos pela população e restrição de atendimentos dos médicos da referida unidade. A SMS também informa ao MP que houve um problema no quadro de energia impossibilitando a operação do gerador. A situação interrompeu o funcionamento de equipamentos usados em pacientes, inclusive, dos que estavam aguardando regulação.

A Secretaria de Saúde também relata ao MP que em consequência da baixa procura por atendimento havia na unidade apenas dois pacientes aguardando por regulação. Eles já foram transferidos para o Hospital Geral Clériston Andrade e UPA da Queimadinha. Novas informações serão encaminhadas ao Ministério Público após avaliações técnicas que estão sendo feitas na unidade.

Na manhã desta segunda-feira (9), a unidade recebeu visitas técnicas da secretária de Saúde, Cristiane Campos; da chefe da Vigilância Sanitária, Maria Cristina Rosa; e do superintendente de Operações e Manutenção da Prefeitura, João Vianey. Reparos na rede elétrica estavam sendo realizados por técnicos da empresa IGI.

REGULAÇÃO

A secretária de Saúde, Cristiane Campos, observa que a UPA da Queimadinha e as oito policlínicas municipais tem condições de atender satisfatoriamente a demanda oriunda da UPA da Mangabeira. Ela acrescenta que a lotação nas demais unidades é uma consequência da morosidade do sistema de regulação do estado.

“Somente nesta segunda-feira são 40 pessoas na fila da regulação. 17 na UPA Queimadinha e 23 nas oito policlínicas. Muitos pacientes em espera há vários dias, a exemplo de um paciente na Policlínica do Feira X que aguarda regulação há 19 dias. Outra paciente na UPA da Queimadinha espera transferência há 13 dias. E isso tem sido o principal problema enfrentado pelas unidades de saúde do Município, pois temos um altíssimo índice de resolutividade, ou seja, o que é pra ser atendimento na UPA ou na policlínica, é resolvido rápido. No entanto são dezenas de pacientes ocupando leitos no aguardo por transferência”, relatou. 

Com informações da Secom/PMFS.

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