Quem esteve na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) nos últimos dias percebeu a retirada de um dos elementos mais visíveis do plenário: um quadro com símbolos cristãos, que reunia imagens como a Arca da Aliança, uma bíblia e uma pomba branca, que simboliza o Espírito Santo.
A retirada chamou atenção e ocorreu um mês após outro episódio envolvendo questões religiosas no prédio da Casa. Em novembro deste ano, telas da exposição “Baianinhas”, da artista visual Teka Portela, que retratam elementos da cultura e da religiosidade africana, foram viradas de costas durante a realização de um evento gospel no saguão Josaphat Marinho. Na ocasião, as obras com imagens de orixás dividiam o espaço com um encontro religioso idealizado pelo deputado estadual José de Arimatéia.
Sobre o caso atual, a ALBA informou que a retirada do símbolo cristão ocorreu após um laudo técnico elaborado por engenheiros responsáveis pela manutenção do plenário. Segundo o documento, foi identificada deterioração na estrutura da arca fixada na parede, com risco de desprendimento e queda.
Diante da recomendação, a peça foi retirada de forma preventiva para a realização de reparos, seguindo critérios de segurança e preservação do patrimônio histórico da Casa. Ainda de acordo com a Assembleia, antes da retirada, a presidente da ALBA, deputada Ivana Bastos, reuniu-se com a bancada evangélica para apresentar o laudo e esclarecer que a medida não teve motivação religiosa ou ideológica.
Em nota, a Presidência da ALBA reafirmou o respeito à diversidade religiosa e destacou que as decisões adotadas seguem critérios técnicos e institucionais, com foco na segurança de parlamentares, servidores e visitantes.






























