Audiência De Custódia De Bolsonaro Acontece Neste Domingo (23)

A Justiça realiza, neste domingo (23), a audiência de custódia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Será avaliado a legalidade da prisão preventiva e determinará se ele permanece detido ou se poderá responder ao processo em liberdade, mediante medidas cautelares.

A audiência ocorrerá às 12h, por videoconferência, na Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal. “A audiência de custódia será no dia 23 de novembro ao meio-dia na superintendência da Polícia Federal no DF. Bolsonaro terá disponibilização de atendimento médico em tempo integral”, diz trecho da decisão de prisão assinado pelo ministro Alexandre de Moraes.

O magistrado responsável examinará se houve irregularidade no cumprimento da prisão, se as condições legais foram observadas e se ainda é necessário manter a medida preventiva, mas também existe a possibilidade de converter para medidas alternativas ou até mesmo responder em liberdade.

Bolsonaro foi detido na manhã de sábado (22), após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na decisão, o relator aponta que o ex-presidente violou regras do monitoramento eletrônico e apresentava risco de fuga, especialmente diante da vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

“O Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal comunicou a esta SUPREMA CORTE a ocorrência de violação do equipamento de monitoramento eletrônico do réu JAIR MESSIAS BOLSONARO, às 0h08min do dia 22/11/2025″. No documento de prisão de Bolsonaro consta que a intenção de tirar a tornozeleira eletrônica seria para “garantir êxito em sua fuga, facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho”.

E ainda destaca a facilidade de fuga para embaixadas. O condomínio do réu está “localizado a cerca de 13 km do Setor de Embaixadas Sul, onde fica localizada a embaixada dos Estados Unidos da América [EUA], em uma distância que pode ser percorrida em cerca de 15 minutos de carro”. E também cita que durante investigações foi solicitado asilo político a Argentina por meio da embaixada.