Os governos do Brasil e dos Estados Unidos articulam um encontro presencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente americano Donald Trump em território neutro. A possibilidade mais forte é que a reunião aconteça durante a cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), marcada para este mês na Malásia.
Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), afirmou nesta quarta-feira (1º) que tem expectativa para que a reunião aconteça nos próximos dias, mas não falou a respeito de data ou local. Mas reforçou que o governo brasileiro vê a reunião como estratégica e “o presidente Lula está aberto para negociar todos os temas, exceto aqueles que envolvem a soberania nacional”, afirmou.
A proposta é viabilizar um espaço de diálogo fora da Casa Branca e do Palácio do Planalto, em busca de reduzir as tensões recentes entre os dois países. O gesto ganha peso após meses de atrito, intensificados pelas tarifas de 50% impostas por Trump sobre produtos brasileiros e pelas sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, em resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, confirmou nesta quarta-feira (1º) que mantém conversas com assessores de Trump para definir o formato do encontro, que pode ocorrer pessoalmente ou até mesmo por videoconferência.
Na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, Trump chegou a relatar que teve “boa química” com Lula e adiantou a intenção de marcar uma conversa mais longa nos próximos dias. O encontro, caso confirmado, pode sinalizar uma trégua na guerra comercial aberta pelo republicano contra o Brasil e abrir espaço para a retomada de negociações bilaterais em áreas estratégicas.





























