O governo federal anunciou que, a partir do Concurso Nacional Unificado (CNU) 2025, as mulheres terão garantida uma participação mínima de 50% na segunda fase do processo seletivo. A nova regra vale para a transição da prova objetiva para a discursiva e foi divulgada nesta segunda-feira (30) pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck.
A medida não muda a forma como o resultado final do concurso será calculado — não se trata de cota nem reserva de vagas. O objetivo é garantir que homens e mulheres tenham igualdade de participação na etapa seguinte da seleção.
“Não é uma reserva de vaga para mulheres, como é o caso de pessoas negras, com deficiência, indígenas e quilombolas. Mas vamos fazer uma equiparação do percentual de mulheres que passam da primeira para a segunda etapa”, explicou a ministra.
Para ilustrar como a regra vai funcionar, o governo apresentou um exemplo: em um cargo com 20 vagas, 180 pessoas seriam chamadas para a segunda fase. Se, na ampla concorrência, 65 homens e 52 mulheres estiverem classificados, outras 13 mulheres serão incluídas, igualando os dois grupos. Nenhum candidato será retirado da lista; haverá apenas a inclusão de mais mulheres.
A mudança foi motivada pelos dados da primeira edição do CNU, em 2024. Na ocasião, 56% das pessoas inscritas eram mulheres, mas apenas 37% seguiram para as fases seguintes. Já entre os homens, a aprovação foi proporcionalmente maior. Segundo Dweck, questões como a sobrecarga de trabalho das mulheres e o tipo de prova aplicada contribuíram para esse desequilíbrio.
O Concurso Nacional Unificado 2025 vai oferecer 3.652 vagas em órgãos públicos federais, com oportunidades para níveis médio, técnico e superior. As inscrições ficam abertas de 2 a 20 de julho, pela página oficial do concurso.































