A Justiça da Bahia determinou o afastamento cautelar de quatro alunos oficiais da Polícia Militar envolvidos em uma ocorrência registrada durante o Carnaval de Salvador, no circuito Dodô (Barra-Ondina). A decisão foi tomada após denúncias de agressões físicas e ofensas homofóbicas e raciais durante uma abordagem policial.
O caso aconteceu na noite de sábado (14), por volta das 23h40, nas imediações do Morro do Gato, no bairro da Barra. Segundo relato do professor João Vitor Dias da Cruz, de 27 anos, aluno de doutorado da Universidade Federal da Bahia (Ufba), ele estava acompanhado do esposo — soldado da PM lotado na 18ª CIPM — e de amigos quando uma confusão teve início no circuito.
De acordo com o estudante, o marido, que estava de folga, tentou intervir em defesa de um colega, também policial militar, em meio a uma situação envolvendo supostas ofensas homofóbicas. Nesse momento, uma primeira guarnição da PM (prefixo 1007) teria se aproximado e, conforme o relato, um dos agentes desferiu quatro golpes de cassetete contra ele, atingindo costas, peito, costela e cintura.
Ainda segundo João Vitor, mesmo após identificação como policiais, as agressões não cessaram. Ele afirma que foi insultado com expressões homofóbicas durante a abordagem. Em seguida, uma segunda patrulha composta por alunos oficiais (prefixo 1425) teria conduzido o esposo mediante imobilização forçada, com o braço torcido, apesar de não haver resistência. O estudante também relata ter sido impedido de registrar a situação com o celular, além de ter sido deixado em frente ao módulo policial do Morro do Gato sem apresentação formal à autoridade policial e sem atendimento médico.
A decisão judicial determina o afastamento cautelar de quatro alunos oficiais da Polícia Militar supostamente envolvidos na ocorrência, enquanto o caso segue sob investigação.


































