Os deputados estaduais da Bahia votaram, na manhã desta sexta-feira (10), pela manutenção da prisão do deputado Kleber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha (PRD). O parlamentar está preso desde a última semana, suspeito de liderar uma milícia envolvida em lavagem de dinheiro e outros crimes há mais de dez anos.
A decisão foi tomada durante sessão extraordinária na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), após parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O resultado foi definido por voto secreto, com 34 parlamentares favoráveis à manutenção da prisão, 18 contrários, uma abstenção e dez ausências.
Segundo a Alba, a CCJ apresentou argumentos jurídicos que sustentavam tanto a manutenção quanto a revogação da prisão, deixando a decisão final a cargo do plenário. A votação considerou apenas a constitucionalidade da medida, sem análise de mérito sobre as acusações, que seguem sob responsabilidade da Justiça.
Binho Galinha foi preso preventivamente na sexta-feira (3), dois dias após ser considerado foragido. Além dele, a esposa, o filho e outras sete pessoas foram detidos. O parlamentar é o primeiro deputado em exercício a ser preso na Bahia.
A Justiça havia mantido a prisão preventiva na segunda-feira (6), após audiência de custódia. Segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA), a medida foi determinada com base em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que reconheceu a validade do mandado mesmo com o foro privilegiado.
Conforme o Código de Ética e Decoro Parlamentar da Alba, se a conduta de Binho Galinha for considerada incompatível com o mandato, ele poderá ser suspenso ou até perder o cargo. O processo interno deve ser concluído em até 90 dias, respeitando o direito de defesa.
As ausências foram dos deputados:
- Binho Galinha (PRD)
- Diego Castro (PL)
- Eduardo Salles (PP)
- Fátima Nunes (PT)
- Leandro de Jesus (PL)
- Ludmilla Fiscina (PV)
- Marquinho Viana (PV)
- Penalva (PDT)
- Raimundinho da JR (PL)
- Roberto Carlos (PV)

































