Empresários investigados pela Polícia Federal por suspeita de participação em um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS citaram a relação com o ex-ministro da Previdência José Carlos de Oliveira durante conversas sobre a criação de novos negócios.
Em um dos diálogos obtidos pela investigação, um dos empresários afirma que pretendia reorganizar sua situação financeira após os problemas envolvendo o esquema. “Eu vou tentar salvar as minhas coisas. Ao máximo”, diz. Na sequência, ele menciona a necessidade de estruturar novas atividades para substituir os negócios anteriores.
Durante a conversa, os empresários também discutem a criação de um novo empreendimento e avaliam a possibilidade de investir em uma franquia. Um deles afirma que a ideia já havia sido considerada anteriormente. “Eu já tive essa ideia lá atrás. Olhei, pesquisei. Fui atrás”, declara.
O diálogo também faz referência aos valores envolvidos nos novos negócios. “Agora a gente investe 10 mil reais, ganhando 500 contos por mês”, afirma um dos interlocutores.
Em outro momento, um dos empresários demonstra preocupação com a situação financeira e fala sobre recursos que estavam aplicados. “Eu tenho dinheiro que está aplicado. E não vai ter como tirar, né?”, questiona. Em seguida, afirma que os investimentos estavam em dólar.
As gravações fazem parte do material analisado pela Polícia Federal nas investigações sobre o esquema de descontos indevidos em benefícios do INSS. O caso apura a atuação de entidades suspeitas de realizar cobranças não autorizadas de aposentados e pensionistas.
José Carlos de Oliveira, que comandou o Ministério do Trabalho e Previdência durante o governo Jair Bolsonaro, foi indiciado pela Polícia Federal em julho. Ele nega as acusações relacionadas ao caso.






























