O ministro Edson Fachin abre mão da relatoria da Operação Lava Jato ao assumir a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima segunda-feira (29). Após oito anos à frente dos principais processos da investigação que marcou a política e o Judiciário, ele decide direcionar sua atuação para temas como direitos trabalhistas e o sistema prisional.
Com a mudança, todo o acervo de processos ligados à Lava Jato passa para o gabinete do ministro Luís Roberto Barroso, que deixa a presidência da Corte após dois anos. Fachin, por sua vez, ocupará o cargo até setembro de 2027, tendo Alexandre de Moraes como vice-presidente.
A cerimônia de posse contará com autoridades dos Três Poderes e representantes da sociedade civil, mas Fachin descarta coquetel e cerimônia terá apenas água e café. O novo presidente assume funções na segunda-feira (29).
Desde 2017, quando assumiu a relatoria dos casos da Lava Jato após a morte do ministro Teori Zavascki, Fachin foi figura central nas decisões que envolveram políticos e empresários investigados. Durante o período, esteve alinhado a posições que fortaleceram a operação, mas também foi responsável por decisões que mudaram seu rumo, como a anulação das condenações do presidente Lula em 2021.
Agora, ao abrir mão da Lava Jato, o ministro sinaliza que sua gestão buscará fortalecer pautas estruturais do Judiciário, deixando para trás investigações que antes estava como prioridade de Fachin.





























