Uma organização criminosa suspeita de comprar e revender ilegalmente armas de fogo é alvo da Operação Mercador, deflagrada nesta segunda-feira (28) pela Polícia Civil da Bahia. A investigação aponta que o grupo utilizava documentos fraudulentos para conseguir registros de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC) e, com isso, adquirir armamentos legalmente registrados que depois eram destinados ao comércio clandestino.
Ao todo, são cumpridos mandados de prisão e 25 de busca e apreensão em quatro estados. Na Bahia, as ações acontecem em Salvador e Lauro de Freitas. Também há diligências no Rio de Janeiro (RJ e Niterói), Ceará (Fortaleza e Icapuí) e Rio Grande do Sul (Santa Maria).
Segundo as investigações, a organização tinha uma divisão de tarefas para a aquisição, circulação e venda das armas. Parte dos armamentos teria sido comercializada para grupos criminosos ligados ao tráfico de drogas e a outros crimes violentos. A polícia afirma que algumas armas relacionadas ao esquema foram posteriormente apreendidas com integrantes de organizações criminosas.
A apuração também identificou indícios de lavagem de dinheiro ligada à atividade do grupo.
A operação é realizada pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco), com apoio de unidades especializadas da Polícia Civil.































