Familiares e empresas incluídos no pedido
O documento protocolado pelos advogados de Lula prevê a publicação de informações referentes à primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, e aos filhos do presidente: Lurian Cordeiro Lula da Silva, Marcos Cláudio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, Sandro Luís Lula da Silva e Luís Claudio Lula da Silva. Segundo o pedido, os filhos já concordaram com a divulgação.
A solicitação abrange ainda empresas nas quais os candidatos tenham participação societária, exerçam funções administrativas ou sejam responsáveis financeiramente por contas bancárias. Em relação a Lula, a defesa menciona a L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações Ltda., empresa da qual o presidente é sócio sem exercer cargo de administrador.
Os advogados querem que os dados bancários, fiscais e telefônicos sejam disponibilizados ao público até a próxima quarta-feira (21). A publicação poderá ocorrer no sistema Divulga CandContas, mantido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ou em outra plataforma de consulta pública.
Na avaliação da defesa, a divulgação antecipada permitiria que os eleitores conhecessem as informações antes de escolherem seus candidatos.
Quais dados Lula quer que sejam divulgados
A proposta apresentada pelo presidente estabelece que a liberação de seus próprios dados e dos familiares depende da divulgação de informações de Flávio Bolsonaro, de seus pais, Jair e Rogéria Bolsonaro, dos irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan Bolsonaro e da esposa do senador, Fernanda Bolsonaro.
O pedido também contempla empresas associadas ao parlamentar, entre elas Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia, All In One Corretora de Seguros Ltda., Bravo Grafeno Tecnologia e Inovação Ltda. e Bolsonaro Digital Ltda. A relação inclui ainda a Alcazar Holdings, pertencente ao advogado Willer Tomaz.
A inclusão dessa última empresa ocorre em meio a reportagens que apontaram que Flávio teria sido registrado como “usuário master” de uma conta bancária vinculada a uma empresa associada a Tomaz. O advogado é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro.
O senador responde a dois inquéritos em andamento no STF. Um deles apura possíveis operações de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio e Willer Tomaz. O outro investiga o financiamento de Dark Horse, filme biográfico sobre Jair Bolsonaro, além de negociações relacionadas a recursos do banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.
A defesa de Flávio nega a existência de irregularidades, sustenta que o senador não participou de atividades ilícitas e critica a divulgação de documentos protegidos por sigilo durante o período eleitoral.

































