Megaoperação No Rio Deixa Mortos Chefes Do CV Baianos

Doze baianos morreram durante a megaoperação Contenção, realizada na última terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro. A ação tinha como objetivo combater a facção criminosa Comando Vermelho (CV) presente na região.

Os mortos, todos identificados pelo Instituto Médico Legal (IML), fazem parte do total de mais de 120 óbitos registrados na operação, que também deixou quatro policiais mortos, dois civis e dois militares, tornando-se a mais letal da história do estado do Rio de Janeiro.

A operação revelou ainda a intensa presença de criminosos baianos no tráfico do Rio, evidenciando a forte conexão interestadual da facção.

Confira os nomes dos 12 baianos mortos na ação:

  • Bruno Almeida de Oliveira, conhecido como “Boquita”, natural de Guaratinga — atuava com tráfico e posse ilegal de armas; tinha mandados de prisão em Eunápolis.
  • Welington Santos de Jesus, vulgo “WL”, 21 anos, do Extremo Sul da Bahia — executor do CV em Eunápolis, investigado por quatro homicídios e com ligações com o Espírito Santo.
  • Rubens Lourenço dos Santos, o “Binho Zoião” ou “BZO”, de Ibirataia — apontado como líder do CV no Extremo Sul, envolvido na fuga de 16 presos de Eunápolis e em atentados contra servidores públicos.
  • Jônatas Ferreira Santos, conhecido como “Grande” ou “Visão”, do Extremo Sul — comandava a distribuição de drogas e o controle de pontos de venda em Eunápolis e região.
  • Emerson Pereira Solidade, vulgo “Pity”, do Extremo Sul — responsável pela logística entre Vale do Jequitinhonha (MG) e Rio de Janeiro, fornecendo drogas e armas para Bahia e Minas Gerais.
  • Tarcísio da Silva Carvalho, da região Sul e Extremo Sul da Bahia — com antecedentes por roubo, tráfico e homicídio, atuava em Arataca, Uruçuca, Ilhéus e Buerarema.
  • William dos Santos Barbosa, natural de Feira de Santana — com histórico de homicídios e porte de drogas.
  • Diogo Garcez Santos Silva, conhecido como “DG”, de Feira de Santana — líder do CV baiano com atuação direta na Penha (RJ).
  • Ricardo Aquino dos Santos, de Feira de Santana — com dois mandados de prisão por organização criminosa e envolvimento em homicídios.
  • Luiz Carlos de Jesus Andrade, vulgo “Zóio” ou “Escobar”, de Feira de Santana — tinha mandados de prisão até 2044 por homicídio, tráfico e porte ilegal de arma de fogo.
  • Danilo Ferreira do Amor de Divino, conhecido como “Mazola”, de Feira de Santana.
  • Fábio Francisco Santana Sales, vulgo “FB”, também de Feira de Santana.