Após a morte das três mulheres, em Ilhéus, no Sul da Bahia, a Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA), enviou um documento para a Secretaria de Segurança Pública, solicitando ações imediatas, sobre os casos de violência na cidade. O ofício foi encaminhado ao Secretário, Marcelo Werner, responsável pela pasta, na última segunda-feira (18).
Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, atualmente, a violência do município, que está em 19º lugar no ranking de cidades mais violentas do Brasil, é considerada a oitava mais perigosa da Bahia.
As vítimas, Alexsandra Oliveira Suzart, de 45 anos, Maria Helena do Nascimento Bastos, 41, ambas funcionárias públicas e Mariana Bastos da Silva, de 20 anos, filha de uma delas. Tinham saído para passear com o cachorro e foram encontradas mortas com marcas de facas, numa área de mata.
Até esta quinta-feira (21), ninguém foi preso e investigações já descartaram a possibilidade de violência sexual. Além das três mulheres, o documento enviado também alerta para a gravidade de outras seis mortes brutais que ocorreram no município e que “exigem resposta imediata e firme por parte do estado”.
O ofício também destacou a vulnerabilidade da população local e de turistas que visitam o local, quanto a fragilidade da segurança pública de uma cidade que deveria ser “sinônimo de tranquilidade”, bem como que mais campanhas de violência contra a mulher sejam efetivadas, visto que o acidente aconteceu no mês referente à conscientização sobre a temática.
Os corpos foram encontrados no sábado (16), um dia após o ocorrido. Ainda sem ter a posse da arma do crime, nesta quinta-feira (21), a polícia segue analisando imagens das câmeras de segurança da região em busca do suspeito.
O crime gerou grande comoção na cidade, com a mobilização de moradores em três protestos desde domingo (17) até está quinta-feira, pedindo agilidade nas investigações e justiça pelas vítimas.





























