Operação Prende Suspeitos De Roubar Caminhões E Desmontar Cargas Na Bahia E Em Goiás

Uma operação da Polícia Civil desarticula parte de um grupo criminoso especializado no roubo de caminhões e cargas em rodovias da Bahia, do norte de Minas Gerais e de Goiás. Três pessoas são presas nesta sexta-feira (14) durante a “Operação Heritage”, deflagrada em Vitória da Conquista, Itapetinga e no município goiano de Itumbiara.

De acordo com a Polícia Civil, a investigação sobre o esquema teve início em abril, após uma sequência de roubos de veículos pesados que tinham como destino final a região de Vitória da Conquista. O grupo realizava ataques principalmente durante a madrugada, mantendo motoristas reféns por curto período e alterando rapidamente as placas dos caminhões.

Um centro automotivo localizado no km 805 da BR-116 foi identificado como um dos pontos-chave da quadrilha. No local, que funcionava como área de receptação, desmanche e adulteração de veículos, foram encontradas cabines, motores e diversos componentes de caminhões roubados. O espaço pertence a um homem de 38 anos apontado como líder do grupo e que possui passagens anteriores por roubo, receptação e adulteração de veículos.

Durante a operação, oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos, incluindo em um condomínio de alto padrão em Vitória da Conquista, onde parte dos investigados vivia em “situação de luxo”. Relatórios de inteligência financeira apontam que o grupo movimentou cerca de R$ 10 milhões em um ano, com fortes indícios de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

A polícia informa ainda que a quadrilha utilizava veículos de apoio para identificar caminhões em condições de serem atacados e garantir suporte logístico às ações criminosas. Pelo menos 40 policiais participaram da operação, que resultou na apreensão de celulares, computadores e peças automotivas, materiais que passarão por perícia.

As investigações continuam para identificar outros integrantes do grupo e esclarecer toda a estrutura do esquema criminoso. A Polícia Civil afirma que novas operações podem ocorrer conforme o avanço das apurações.

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