Apontado como chefe de uma facção criminosa que atua em Salvador, Matheus Pinheiro dos Santos, conhecido como ‘Mahalo’, foi preso na última terça-feira (29) na cidade de Piraquara, no Paraná. Ele é investigado por envolvimento em um triplo homicídio ocorrido em 2019 e figurava como um dos criminosos mais procurados da Bahia, integrando o Baralho do Crime da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA), na carta “Dez de Paus”.
A captura foi realizada durante a Operação Sinaloa, coordenada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com apoio do Centro de Operações Policiais Especiais (COPE) da Polícia Civil do Paraná. No imóvel onde foi localizado, a polícia apreendeu celulares, um caderno com anotações do tráfico e um documento de identidade falso.
Segundo as investigações, mesmo fora do estado, ‘Mahalo’ mantinha influência direta na atuação da facção em Salvador. Ele é apontado como responsável por coordenar ações armadas, ordenar ameaças e supervisionar a instalação de câmeras de monitoramento para vigiar a movimentação de forças de segurança e grupos rivais.
Matheus também é alvo de três mandados de prisão preventiva. Um deles está relacionado ao triplo homicídio de Alex Rodrigues dos Santos, Jadson dos Santos Nascimento e Luan Sousa de Oliveira, ocorrido em dezembro de 2019, em Salvador. O crime teria sido motivado por disputas entre facções rivais pelo controle do tráfico de drogas em áreas da capital baiana.
A inclusão de ‘Mahalo’ no Baralho do Crime ocorreu no dia 9 de julho, junto com outros três suspeitos: Ariel Luciano Bispo, Ildevan Almeida Rodrigues, conhecido como ‘Medina’, e Weverton de Jesus Pereira, apelidado de ‘Kika’.
A operação foi batizada de Sinaloa após análises identificarem o uso sistemático da bandeira do México como símbolo nas redes sociais do grupo criminoso. O emblema era utilizado para representar domínio territorial e como forma de comunicação interna entre os integrantes da facção.
Após a prisão, Matheus foi levado para a sede do COPE, passou por exame de corpo de delito e segue custodiado à disposição da Justiça baiana, aguardando transferência para Salvador.

































