O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), apresentou nesta sexta-feira (8) à Mesa Diretora pedidos de abertura de processos disciplinares e de suspensão cautelar, por seis meses, dos mandatos de cinco parlamentares da oposição. As representações, também assinadas por líderes do PSB e do Psol, acusam os deputados de conduta incompatível com o decoro parlamentar durante o protesto no plenário contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, na noite de quarta-feira (6).
Foram alvos dos pedidos:
- Marcos Polon (PL-MS) – acusado de sentar-se na cadeira da Presidência da Câmara para impedir o presidente em exercício, Hugo Motta (Republicanos-PB), de retomar a sessão.
- Paulo Bilynskyi (PL-SP) – acusado de ocupar a Mesa da Câmara e a da Comissão de Direitos Humanos, impedir o trabalho do presidente da comissão e agredir fisicamente o jornalista Guga Noblat.
- Júlia Zanatta (PL-SC) – acusada de usar o filho como “escudo” durante a ocupação e expô-lo a ambiente de risco.
- Zé Trovão (PL-SC) – acusado de impedir fisicamente a subida do presidente da Câmara à cadeira da Presidência, bloqueando a escada de acesso.
- Marcel van Hatten (Novo-RS) – acusado de ocupar e “sequestrar” a cadeira da Presidência.
Se a Mesa Diretora acolher as representações, os casos serão encaminhados ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, responsável por decidir sobre a aplicação das punições. Neste ano, o colegiado já suspendeu dois deputados: Gilvan da Federal (PL-ES), que cumpriu três meses de afastamento, e André Janones (Avante-MG), suspenso até 12 de outubro.































