Quaest Mostra Que Desaprovação De Lula Atinge 51%

A avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve uma queda na desaprovação, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada na manhã desta quarta-feira (20). Anteriormente o governo tinha uma desaprovação de 53%, em julho, mas com o novo levantamento o número foi para 51%. A aprovação teve uma alta de três pontos percentuais se comparada ao último levantamento também, agora com 46%. E 3% não soube ou não quis responder.

O presidente também foi avaliado, cerca de 31% dos brasileiros consideram a gestão positiva, contra 39% que a avaliam de forma negativa e outros 27% classificam o governo como regular e 3% não souberam responder, segundo o levantamento realizado.

Em julho, o presidente tinha 28% de aprovação e 40% de reprovação, os números mostram leve recuperação. A diferença entre avaliações negativa e positiva, que já foi de 17 pontos em maio, agora cai para 8.

Cenário no Nordeste:

O desempenho de Lula é mais favorável entre nordestinos, beneficiários do Bolsa Família e eleitores com menor renda e escolaridade. No Nordeste, Lula atinge 60% de aprovação, contra 37% de reprovação. Entre os beneficiários do programa social, a aprovação sobe de 50% para 60%, enquanto a rejeição recua para 37%.

Entre homens e mulheres:

A avaliação entre as mulheres é positiva, chega a 48%, praticamente empatada com a negativa, de 49%. Já entre homens, a aprovação cresce de 39% para 44%, enquanto a reprovação recua de 58% para 53%.

Comparação com ex-presidente:

A pesquisa também mostra vantagem de Lula sobre Jair Bolsonaro (PL) na comparação entre governos, com 43% considerando o atual presidente melhor, contra 38% que preferem o antecessor. Em julho, a situação era inversa.

Tarifaço:

Para 71% dos entrevistados, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está errado ao impor as tarifas de 50% sob o argumento de perseguição judicial a Bolsonaro.

Na leitura geral sobre o país, 36% acreditam que o Brasil segue na direção certa, enquanto 57% dizem que está no rumo errado. A pesquisa foi realizada entre 13 e 17 de agosto, com 12.150 entrevistas em oito estados do país, e tem margem de erro de dois pontos percentuais.