O desaparecimento de dois caçadores em uma área de mata de Xique-Xique, no oeste da Bahia, completou um ano nesta quarta-feira (28). Antônio Reis de Araújo, de 60 anos, conhecido como Tonhão, e Ocimar Marques dos Santos, de 58, chamado de Benedito, sumiram em 28 de outubro de 2025, depois de saírem para caçar na região. Até esta quinta-feira (29), o paradeiro dos dois permanecia desconhecido.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil. Antônio e Ocimar deixaram o carro no início de uma trilha e seguiram para uma área de mata conhecida como Tocas. Depois disso, não foram mais vistos.
Buscas mobilizaram bombeiros e familiares
As buscas envolveram familiares, amigos, equipes do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia e da Polícia Militar. Durante as operações, foram encontrados uma cartela de remédio, restos de biscoitos e um tatu morto na região. Os vestígios levantaram a possibilidade de que os caçadores tivessem permanecido no local por algum tempo, mas não surgiram pistas conclusivas sobre o desaparecimento.
Após 15 dias de buscas sem localizar os homens, o Corpo de Bombeiros suspendeu as operações. As chuvas que atingiram a região também fizeram familiares e amigos interromperem as próprias buscas devido aos riscos.
Na época, Jeane Araújo, filha de Antônio, relatou a angústia da família diante da falta de respostas e pediu que as autoridades mantivessem os esforços para esclarecer o caso.
O desaparecimento foi registrado na Delegacia Territorial de Xique-Xique. Na época, a investigação tramitava sob segredo de Justiça.
Um ano depois, as famílias continuam sem informações sobre Antônio e Ocimar. A Polícia Civil segue responsável pela investigação.

































