Um levantamento realizado entre janeiro e agosto de 2025 apontou que cerca de 6,4% das ligações recebidas pelo Centro Integrado de Comunicações (CICOM) da Secretaria da Segurança Pública (SSP) nas centrais de atendimento da Polícia Militar (190), Polícia Civil (197) e Corpo de Bombeiros (193) eram trotes. Ao todo, foram registradas 3.283.174 chamadas, das quais 210.441 foram falsas.
Os meses com maior incidência de trotes foram janeiro e junho, períodos que coincidem com as férias escolares, com 6,8% e 6,7% das chamadas registradas, respectivamente. Considerando apenas Salvador e Região Metropolitana, a porcentagem sobe para 8,2%, totalizando 78.390 trotes de 956.585 ligações, enquanto no interior do estado foram 132.051 chamadas falsas de 2.326.589, equivalendo a 5,6%.
A capitã da Polícia Militar Priscila Lemos, coordenadora de Qualidade e Processos da Superintendência de Telecomunicações (Stelecom) da SSP, destaca que os índices permanecem altos e que a prática gera prejuízos às corporações. “Ao direcionarmos recursos para atender chamadas falsas, podemos deixar de atender ocorrências reais, comprometendo nossa atuação. Muitas pessoas fazem isso como brincadeira, mas o resultado é extremamente perigoso, desviando as forças policiais de suas funções”, afirma.
O trote para serviços de emergência é crime e pode atrasar o atendimento a ocorrências reais, colocando vidas em risco. Segundo o Artigo 340 do Código Penal, enviar informações falsas a autoridades configura crime de falso alarme, com pena de multa e até três anos de prisão.

































