A TV Globo cancelou o debate entre os candidatos à Presidência da República, agendado para a noite desta quinta-feira (1º). Segundo a emissora, a decisão foi tomada porque duas notificações judiciais recebidas pela empresa interferiram nas regras previamente acordadas com os presidenciáveis, o que inviabilizou a realização do evento.
A primeira notificação, assinada pela ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Estela Aranha, impedia que a emissora exibisse o púlpito de Lula vazio no cenário durante o debate. O atual presidente da República e candidato à reeleição pelo PT já havia avisado à empresa que não compareceria à atração.
A segunda intimação recebida pela TV Globo, proferida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, determinava a participação de Renan Santos no debate. O candidato não havia sido convidado porque o partido dele, o Missão, não possui ao menos cinco parlamentares no Congresso Nacional. A legenda tem apenas um representante no Legislativo.
Segundo a emissora, a decisão de cancelar a atração ocorreu porque “sucessivas decisões judiciais tomadas momentos antes da realização do debate causam insegurança jurídica e representam uma interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa têm de organizar os debates eleitorais.”
Flávio Bolsonaro
Antes mesmo de a TV Globo confirmar o cancelamento do debate, o candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, que havia confirmado a participação na atração, desistiu de comparecer ao evento. Segundo o senador, a decisão foi um ato de protesto contra a “censura e a interferência do Judiciário nas eleições”.




























