O programa Viva Maria inicia o mês de agosto com uma edição dedicada aos 20 anos da Lei Maria da Penha, uma das maiores conquistas na luta pelo enfrentamento da violência doméstica e familiar contra as mulheres.
São duas décadas de uma legislação que se tornou referência internacional na proteção dos direitos das mulheres e no combate à violência doméstica, transformando essa causa em um compromisso de toda a sociedade.
Mesmo reconhecida mundialmente desde sua promulgação, em 7 de agosto de 2006, a Lei Maria da Penha continua sendo alvo de ataques. Seja por tentativas de restringir sua aplicação no campo jurídico, seja pela disseminação de narrativas que reforçam estereótipos de gênero e procuram desacreditar a palavra das mulheres, apresentando-as como mentirosas ou manipuladoras.
Um exemplo dessa desinformação chegou ao Viva Maria por meio de uma mensagem de WhatsApp enviada por uma ouvinte do interior do Pará. Ela encaminhou um áudio em busca da verdade.
“Me tira uma dúvida, por favor. Porque é doído ouvir uma conversa dessas sem ser de uma pessoa que vive um casamento abusivo, com tudo de coisa que não deve aceitar, imagina. Aí a gente estava conversando sobre a Lei Maria da Penha e tudo, sobre violência contra a mulher, na verdade, entendeu? Aí essa pessoa, essa mulher, falou que a Maria da Penha não foi agredida pelo marido, foi outra pessoa, e ela jogou a culpa no marido e tal; que o marido fez até cuidar dela”.
Esse tipo de questionamento é recorrente. Por isso, para esclarecer de uma vez por todas essa desinformação, o Viva Maria reprisa nesta segunda-feira (3) uma entrevista realizada com a própria Maria da Penha, em 2011.
Na conversa, ela comenta justamente as tentativas de desacreditar sua história e, ao mesmo tempo, enfraquecer uma lei criada para salvar vidas.
Confira no player acima.































