O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou nesta quinta-feira (7) que o governo deve apresentar até terça-feira (12) um plano de contingência para minimizar os efeitos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A medida, segundo ele, buscará atender de forma direcionada as empresas mais prejudicadas pela taxa de 50%.
De acordo com o vice-presidente, a proposta prevê um “parâmetro de impacto” que vai medir, setor por setor, a dependência das exportações para o mercado norte-americano. A ideia é diferenciar, inclusive dentro de um mesmo segmento, quais produtos são mais ou menos expostos às tarifas.
“Há setores que destinam quase toda a produção ao mercado interno, enquanto outros enviam metade ou mais para os Estados Unidos. O plano vai focar onde o efeito for maior”, explicou o vice-presidente. Ele citou como exemplo o setor pesqueiro, no qual a tilápia tem consumo majoritariamente interno, mas o atum é voltado principalmente para exportação.
O pacote foi apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que agora avalia os detalhes antes de autorizar o anúncio oficial.
Além de reuniões técnicas, Alckmin também se encontrou com representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), setor que, segundo ele, será fortemente afetado. O couro, principal matéria-prima, é ainda mais vulnerável, com mais de 40% da produção destinada ao exterior.
O vice-presidente manteve ainda um encontro com o encarregado de negócios da embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Gabriel Escobar, classificado por Alckmin como “muito bom”. Embora não tenha revelado o teor da conversa, a expectativa é de que o diálogo contribua para amenizar o impacto das novas tarifas.






























