As prisões da coach de beleza Claudiana Rocha e da influenciadora Laís Santiago foram mantidas após audiência de custódia realizada na quinta-feira (15). Elas foram detidas durante uma operação que investiga um grupo suspeito de roubos, receptação e comércio ilegal de canetas emagrecedoras em Salvador.
Segundo as investigações, Claudiana, que soma mais de 7 mil seguidores nas redes sociais, encomendava os roubos a adolescentes, enquanto Laís Santiago é apontada como suspeita de receptação. Ambas tinham mandados de prisão em aberto e eram consideradas foragidas da Justiça.
Na biografia do Instagram, Claudiana afirmava ajudar mulheres “do zero ou no aperfeiçoamento, com método, prática e visão de negócio lucrativo”. A descrição foi removida após a prisão. A defesa da coach classificou a detenção como “injusta e desnecessária”, alegando que não atende aos requisitos legais, e afirmou que ela nega envolvimento nos crimes e pretende comprovar a inocência.
Na segunda fase da Operação Mirakel, mandados de prisão e de busca e apreensão foram emitidos contra seis indivíduos. Duas delas já estavam cumprindo pena em um presídio de Salvador. Não foram divulgados os nomes dos demais investigados.
A primeira fase da Operação Mirakel foi deflagrada em junho do ano passado e resultou na prisão de dois suspeitos apontados como líderes do esquema. Segundo as investigações, um deles aliciava adolescentes e coordenava os ataques às farmácias, enquanto o outro atuava como executor dos roubos dos medicamentos.

































