Na última audiência de instrução do caso em que é acusado de liderar uma milícia em Feira de Santana, o deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, também conhecido como Binho Galinha, forneceu um novo testemunho à Justiça na quinta-feira (29). Com essa ação, a etapa de oitivas do caso foi concluída.
O parlamentar, sob investigação por delitos como organização criminosa, lavagem de dinheiro e receptação de peças de veículos roubados, respondeu às perguntas no Fórum Desembargador Filinto Bastos.
Durante o processo, que começou em setembro de 2025, foram ouvidas 80 testemunhas: 77 a favor da defesa e três a favor da acusação, sendo estas últimas delegados da Polícia Federal e da Polícia Civil. Além do deputado, outros réus e investigados relacionados ao caso foram interrogados, como a esposa de Binho Galinha e policiais militares.
O deputado está detido desde 3 de outubro de 2025, como parte da Operação Anômico, desdobramento da Operação El Patrón, conduzida pela Polícia Federal. De acordo com as investigações, o grupo usava empresas de fachada para lavar dinheiro proveniente de atividades ilícitas, como a venda de peças de veículos furtados em Feira de Santana.
Binho Galinha continua sob custódia em uma sala de Estado-Maior no Centro de Observação Penal (COP), localizado no Complexo da Mata Escura, em Salvador. A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de que o foro privilegiado não se aplica a crimes não relacionados ao mandato parlamentar levou à manutenção da prisão.
Com o término da instrução, o processo avança agora à etapa das alegações finais tanto da acusação quanto da defesa. Se houver condenação, as penas podem exceder 50 anos de prisão.
































